Nas nuvens

03 junho 2015
Sempre viu o céu nublado, uniforme, como uma parede cinza infinita.

A chuva só não molhava, mas já era sentida. Aquilo sim era divino. O momento único em que é possível tocar as nuvens líquidas. O momento único em que o céu está no chão.

PESSOA, F. Poemas Inconjuntos in Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática. 1946 (10ª ed. 1993). p. 91.
PESSOA, F. Poemas Inconjuntos in Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática. 1946 (10ª ed. 1993). p. 91.

Encheu os pneus e pedalou sem destino. Observou todos os rostos estranhos e seus comportamentos.

Não sabia o que queria. Tinha certeza do que não queria.


Nasceu novamente.

Joca Oliveira

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