Resenha: Cidades de Papel

18 março 2014
Mais um romance de John Green pra entrar pra lista dos lidos e adorados. Cidades de Papel conta a história de Quentin Jacobsen um estudante normal que tem uma vida normal e que gosta disso. Gosta do conforto de saber como as coisas vão acontecer e até do tédio que é isso. Bem, isso até Margo Spiegelman, ex amiga de infância, aparecer em sua janela e o convidar para uma aventura de retaliação com pessoas que já foram ruins com ela(e também com Q) que fecha a noite com uma invasão do Sea World.

Margo é corajosa e aventureira e depois de, ainda quando crianças encontrem um corpo de um cara morto em um parque, a menina ficou fissurada na historia e foi procurar informações sobre o cara e a causa de sua morte, o que acabou tornou ainda mais enigmática do que já era. Depois de crescerem, Margo acabou se transformando na garota mais popular da escola. E também na mais imprevisível, que fugia de casa, sempre fazia o que dava na mente e tudo mais. 
Depois dessa surpresa na calada da noite, Q ficou se perguntando como seria depois: se voltariam a se falar, se Margo, que demonstrara uma certa repulsa pela vida que vivia e amigos que mantinha, se juntaria a ele e seus amigos, entre tantas outras coisas. Mas no dia seguinte a surpresa: Margo havia fugido de novo e dessa vez Q fica sabendo que os pais da garota, que agora é maior de idade, não querem mais ela em casa e que já estão cansados desse jeito de ser dela, de suas fugidas de casa, problemas e loucuras, e a parte mais interessante pra Quentin: quando foge, a garota costuma deixar pistas sobre o lugar em que ela foi e dessa vez tudo leva a crer que as pistas são diretamente para Q.
Aí  a vida de Q começa a mudar totalmente, voltada quase que exclusivamente para a busca de Margo. O garoto se vê com saudade da garota e também percebe que uma única noite ao lado dela o fez entender que quer mais da vida e fica completamente vidrado na ideia de encontra-la.
No meio de tantas pistas malucas e inesperadas, Q começa a perceber até que ponto as pessoas podem inventar personalidades totalmente diferentes para os outros, dentro de suas próprias cabeças, apenas vendo aquilo que as agrada.
Além de Q, também entram nessa busca por Margo: Ben e Radar, amigos de Q e Lacey, amiga da garota desaparecida.
O legal da história é ver como os personagens vão mudando quando passa o pré julgamento dos outros e elas são mostradas como realmente são. E o final é um tanto quanto inusitado. Eu, pelo menos, não esperava por aquilo.

Eu gostei muito do começo do livro e quando Margo foge, eu achei que ficou um pouco parado demais... depois que os garotos começam as buscas, tudo volta a ficar mais interessante novamente mas o livro não permanece na mesma pegada o tempo todo. Apesar disso, eu recomendo. É um livro que apesar das mudanças do enredo, consegue te prender e te faz pensar sobre a facilidade com que criamos pessoas ideais em nossas mentes e por conta disso, não os enxergarmos como realmente são.
Alguém mais leu Cidades de Papel? O que acharam?

7 comentários

  1. Nunca li nenhum livro do John, acredita? Mas sempre ouço falar tão bem que fico com vontade de conhecer mais o trabalho dele.
    Fiquei super curiosa pra conhecer mais dessa história! Quando você disse que o final foi inusitado fiquei ainda maissss! hahahaha
    Adorei a resenha!

    Beijos sz http://capricha-no-look.blogspot.com.br/

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  2. Ainda não li cidades de papel. Pra falar a verdade, ainda não li nenhum livro do John Green. Sou doida pra ler mas nunca tive tempo e nem oportunidade! Sempre vejo resenhas sobre ele e me deixa ainda mais ansiosa/curiosa para lê-lo!
    Eu achei ele incrível e não vejo a hora de poder ler ele inteirinho! Sua resenha ficou maravilhosa! Parabéns!
    Um super beijo <3
    docesexpressoes.blogspot.com.br

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  3. Comecei a ler numa viajem que fiz, mas acabei parando... Não lembro porquê, agora fiquei curiosa novamente.

    Bjos

    http://chuvadecamelias.blogspot.com.br/

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  4. Eu amei a capa, amei o resumo e a resenha da história, mas fico com um pé atrás porque sempre que vejo algo sobre o livro as pessoas comentam que ele tem essas mudanças e que não é tão bom assim. Ai fico nessa de quero ler e não quero e nunca vou atrás, sabe?! hehe


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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  5. Já ouvi muita gente falando que é chato, que o único livro bom do John foi A culpa é das Estrelas. Ainda não li esse, mas quero ler, e mesmo que for 'chato' como dizem, acho que cada um tem sua opinião né? haahaha

    www.nahboa.com

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  6. Eu li Cidades, mas não gostei muito por causa da personagem rs penso que o Q merecia algo mais, mas o livro é bom e a amizade entre Q e os amigos me fez ver um lado bom.

    Beijos
    http://fernandabizerra.blogspot.com.br/

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  7. Ah! Talvez isso seja um problema, mas não consigo não gosta dos livros do Green. Amo todos. Cidades de Papel foi mais um. O final me surpreendeu um pouco. A capa é adorável.
    Beijos
    Meu blog: Tão doce e tão amarga.

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Jéssica Bellisoni | Base por Michelly Melo .